Meu Outro Vício - Papelaria

quarta-feira, 6 de maio de 2015


Este post já estava no meu caderninho de ideias há um bom tempo, mas só agora com a febre dos livros de colorir e a Faber Castell e cia vendendo mais lápis de cor do que água no deserto é que eu resolvi mostrar o meu vício por coisas de papelaria.

Não sei quando ele começou. Mas lembro que quando tinha uns 9 anos morria de inveja de uma amiga cujo pai era dono de uma papelaria. Ainda bem que o meu não era, eu teria deixado ele falido.

Aposto que você já teve um caderno tipo este verde da Tiliflex! O meu é da 2ª série :O

Cadernos, agendas, bloquinhos, post-its. Amo muito tudo isso. A melhor coisa da volta às aulas sempre foi escrever pela primeira vez no caderno novo, a folha macia e cheirosa. Eu gostava de cadernos fofos, como os da Minnie e os do Pooh (mesmo no colegial e na facul), mas as folhas tinham que ser discretas para não contrastarem com as minhas canetas coloridas. Era essencial ter aquela primeira página com figurinhas, mas eu não gostava quando a amiguinha pedia uma. Elas eram só para momentos especiais - pelo visto eles não eram muito frequentes, já que eu ainda tenho um monte! Quando a aula estava chata, eu também gostava de copiar os desenhos do caderno ou ficar rabiscando na última página.


O caderno nunca acabava no fim do ano/semestre letivo. Primeiro porque eu praticamente só copiava o que o professor escrevia na lousa (sempre quis ser o tipo de aluno que escreve tudo o que o professor fala - até quando o cara espirra, mas eu era muito devagar, não dava tempo). Segundo porque tive uma fase bem sustentável, em que eu tentava gastar poucas folhas, escrevendo com letra pequena e sem pular uma linha sequer. Jogar no lixo não seria sustentável, não é mesmo? Então arrancava as páginas escritas (afinal, o sistema digestivo do crustáceo só me interessava até o dia da prova) e deixava guardado para usar as páginas em branco. Elas continuam juntando traças nas gavetas. É triste, mas eu raramente escrevo no papel hoje em dia. Mesmo se escrevesse, teria papel suficiente para uma Bíblia.


Gostava mais de lapiseira do que de lápis e só usava para os exercícios. Geralmente eu escrevia no caderno com caneta azul e deixava os títulos, subtítulos, setas, e tracejados para as canetas coloridas. Teve a fase das canetas com cheiro da Pticolon (até tenho a caixinha!) e da Uni-Ball Signo (eu tinha várias, mas só sobrou a preta com cheiro de cola). E também da Uni-Ball Eye, que dava para ver o líquido dentro, e das brilhantes Gelly Roll. Depois veio a fase das Stabilo e, por último, já na faculdade, a das Staedtler - muito parecidas com as Stabilo, mas com um design mais cool e elegante. Tudo isso ficava dentro do meu estojo Kipling (hoje só existe o duplo, o meu é o simples), que usei da 6ª série ao último ano da faculdade. É, esse investimento valeu a pena!

Acho que deu para perceber que eu sou acumuladora, né (isso porque eu nem mostrei tudo)? Já tentei desapegar, mas não consigo. Meus itens mais antigos são: tesoura verde e lápis de cera do pré (1995/6) e o estojo de lápis do meu pai (anos 70). Provavelmente, da próxima vez que eu mudar de apartamento serei obrigada a me desfazer de algumas dessas coisas (e dar para quem talvez use!).



Não me deixe nesta sozinha! Qual o(s) seu(s) vício(s)?

2 comentários:

  1. Eu também sou apaixonada por papelaria! Quando entro nessas lojas especializadas nisso ficou louca querendo comprar tudo. Já comprei vários caderninhos que nunca usei, mas achei tao lindo que comprei HAHA Lindeza de post <3 Beijos

    www.galadedali.com

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    1. Sim, também quero comprar T-U-D-O! Mas tem certas coisas que dá pena de usar mesmo hehe

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