Minha Relação com Atividade Física

quarta-feira, 8 de junho de 2016


Como comentei no post anterior, em Abril fez um ano que eu comecei a frequentar a academia regularmente. E isso me fez pensar na minha relação com atividade física ao longo dos anos...

Eu nunca fui uma pessoa ativa. Não que eu me lembre, pelo menos. A minha mãe gosta de falar que eu era uma ótima ginasta mirim (não se pode dizer o mesmo no basquete), mas infelizmente a minha mente não reteve estas recordações e a única prova são as fotos abaixo.


Depois disso nunca pratiquei esportes. Para começar, nunca tive interesse nem em assistir esportes. Ver uma pessoa correndo atrás da bola não é dos meus passatempos favoritos. Não torço para nenhum time, só (semi) acompanho a Copa do Mundo. Além disso, não sabia jogar, não tinha vontade de jogar, tinha medo da bola e ser a última a ser escolhida na aula de educação física não era exatamente motivador. Ficava geralmente na defesa para não ter que sair muito do lugar e confesso que dei a clássica desculpa da cólica para não ter que participar da aula (quem nunca?).

A minha escola do Ensino Médio era mais focada no vestibular e não tinha aulas de educação física. Minha mãe sempre perguntava se eu queria fazer algum esporte ou dança à tarde. Eu até achava dançar mais divertido do que praticar vôlei ou hand, mas isso era para as populares. Além disso, sempre dizia que tinha que estudar, que não tinha tempo para essas coisas. A verdade é que eu fazia maratona na TV!

Em determinadas férias, minha mãe me convenceu a ir àquelas academias só para mulheres (acho que era Curves). Afinal, eu não tinha que estudar e eram só 30min de aula. Não lembro muito como foi minha performance nem se gostei, mas chutaria que não já que não durei nem um mês lá. Não só eu não fazia academia/esportes/dança, como eu levava uma vida extremamente sedentária. Não andava a pé nem até a esquina. Apesar de tudo ser mais perto no interior, só saía de casa dentro de um veículo de quatro rodas. Ainda mais que é um hábito trocar carona por lá. Morava há menos de 2km da escola e nunca fui a pé (o Google me diz que seriam só 22min de caminhada).

Daí entrei na faculdade e mudei para a cidade grande. Como não tinha carro, fiquei menos sedentária por ter que correr atrás do busão (literalmente, inclusive). Mas tinha dois motivos para não ir à academia: menos tempo ainda (o curso era integral) e tudo era caro. E foi assim até terminar a faculdade (com exceção de algumas semanas de personal durante as férias em SJC). No meu ano (e meio) sabático, tinha todo o tempo do mundo, mas nenhum dinheiro. E, o pior, nenhuma motivação. Como perdi 4kg, ainda estava me achando a magra que não precisava malhar (sério, veja a finura das minhas pernas aqui).

Quando comecei a trabalhar, passei a comer fora todos os dias e tomar Starbucks umas três vezes por semana e o resultado veio na forma de 7kg espalhados por este corpitcho (comentei aqui). Nunca tinha engordado tanto em tão pouco tempo (nem mesmo durante o intercâmbio) e definitivamente fiquei assustada e triste por não caber mais nas minhas roupas. Apesar de ficar me crucificando por estes quilos a mais, continuei sem me exercitar. Acordar mais cedo para malhar? No way! Fazer depois do trabalho? Que horas ia me dedicar ao blog??


CONTINUA... (volte amanhã para saber o final desta história de amor)

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